“O pior não é perder o olfato, e sim o tato.”
Fabrício Carpinejar
Matildes foi, em vida, uma verdadeira guerreira no mais literal sentido da palavra. Desde a infância até seu último suspiro, enfrentou desafios com coragem, determinação e fé. De saúde frágil, mas espírito inabalável partiu aos 67 anos deixando uma lacuna imensa e um legado de amor, sabedoria e dedicação.
Casada desde 23 de julho de 1977 com Geraldo Sebastião de Sousa (†12/03/2021), com quem construiu uma linda história de parceria e fé. Filha de José Joaquim Silveira e Geralda Ernestina da Silva, irmã de Antônio, Arildo, Fátima, Maria José, Vani, Sandra e Sônia. Mãe de Gislaine da Silva Sousa e Welton da Silva Sousa.
Catequista por vocação, professora por amor, empreendedora por necessidade e artesã por paixão. Em tudo o que fazia, deixava sua marca de excelência e entrega. Mulher de fé, perseverante, sensível e sempre pronta a ajudar.
Matildes viveu e semeou sabedoria nas salas de aula da escola rural, nas novenas de Natal, nos cultos, terços e rodas de conversa. Transmitiu fé e esperança com palavras simples e gestos grandiosos. Quem recebeu um crochê ou bordado feito por ela, sabe o quanto ali havia de carinho e delicadeza. Na mercearia da família, que ajudou a construir com Geraldo, era reconhecida pela presteza e gentileza com cada cliente.
Sua história se entrelaça com as margens do rio Santo Antônio, que banhava as terras das duas famílias ela de um lado, Geraldo do outro. E foi ali que o amor entre eles começou, floresceu e deu frutos. O casal, nascido e criado em Coromandel, representa um símbolo de amor, compromisso e raízes.
Hoje, sua ausência dói. A saudade, com o tempo, só cresce. Mas as lembranças são eternas. Como os domingos na fazenda da vovó: ficávamos espiando pela janela, esperando o carro da tia Matildes e do tio Geraldo aparecer no alto do morro. Era dia de festa. Frango caipira no fogão, risos com os primos no rio, pão de queijo saindo do forno à tarde. Tempos que não voltam mais mas que permanecem vivos no coração.
Sentimos a dor da perda, mas nos fortalecemos na esperança da promessa divina:
“Ele enxugará dos seus olhos toda lágrima, e não haverá mais morte, nem haverá mais tristeza, nem choro, nem dor. As coisas anteriores já passaram.”
Apocalipse 21:4
Com amor eterno,
Sabrina Aparecida da Silva Resende – sobrinha